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Sustentabilidade
[ 29/08/2009 ]

Copenhague 100: começa a contagem regressiva
por Bárbara Hartz

A partir dia 29 de agosto, começou a contagem regressiva dos cem dias que antecedem a 15ª reunião da Convenção do Clima (COP 15), a ser realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca. Nela, serão definidas as medidas de cada país no combate às mudanças do clima. O tema vem mobilizando particularmente a sociedade civil, incluindo empresas e entidades que consideram o Brasil um negociador fundamental na COP 15.

Entre as mobilizações recentes de empresas destacou-se a Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas, assinada por 22 empresas e lida no seminário “Brasil e as Mudanças Climáticas: Oportunidades para uma Economia de Baixo Carbono”, organizado pelo jornal Valor Econômico e pela Globonews, com apoio do Instituto Ethos (25/8). O documento que também teve o apoio do Fórum Amazônia Sustentável e da Vale, além das outras empresas, foi entregue aos representantes do governo federal presentes no evento e apresenta uma série de compromissos voluntários das empresas signatárias com os esforços para a redução dos impactos das mudanças climáticas.

A carta contém várias propostas ao governo federal relacionadas à sua posição na COP 15 e ao estabelecimento, em âmbito nacional, de “um sistema estável e previsível de governança para as questões de mudanças climáticas”. Os líderes signatários do documento cobram do governo assumir a sua liderança nas negociações que culminarão em dezembro. Diz um trecho da carta:

“Vivemos uma oportunidade única de construir um novo modelo de desenvolvimento, baseado numa economia de baixo carbono, que deverá mobilizar empresas, governos e a sociedade civil. Acreditamos que o Brasil, mais do que qualquer outro país no mundo, reúne as condições de liderar a agenda desta nova economia. A meta de redução do desmatamento em 80% até 2020, preconizada pelo Plano Nacional de Mudanças Climáticas, dará significativa contribuição para a redução das emissões globais. O país tem experiências positivas em outros setores, a exemplo da produção de biocombustíveis, que demonstram a nossa capacidade de atingir esse objetivo.”

Segundo o jornal Valor Econômico (Especial, de 26 de agosto de 2009), resumidamente, as sugestões ao governo são as seguintes:

 Liderar as negociações para a definição de metas de redução global das emisssões, garantindo o princípio de responsabilidades comuns, porém, diferenciadas.
 Defender a simplificação da implementação do MDL.
 Apoiar a criação do mecanismo de incentivo para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (Redd).

Mais informações:

Carta aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas*:
http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/2829/servicos_do_portal/noticias/itens/e_hora_de_tomar_atitudes_.aspx

Carta de princípios para REDD:
http://www.forumamazoniasustentavel.org.br/v5/carta_reddforum_amazonia.pdf

* Signatárias:
Vale
Grupo Pão de Açúcar – Companhia Brasileira de Distribuição
Suzano Papel e Celulose
Votorantim Industrial
Aracruz Celulose
Votorantim Celulose e Papel
Light
Natura Cosméticos
CPFL Energia
Camargo Corrêa
Andrade Gutierrez
Construtora OAS
Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM)
Coamo Agroindustrial Cooperativa
Polimix Concreto
Aflopar Participações
Estre Ambiental
Odebrecht Engenharia e Construção
Grupo Orsa
Samarco Mineração
Nutrimental
União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

* Apoio:
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Fórum Amazônia Sustentável
Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (SindiExtra)
Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)
Wal-Mart Brasil


O Greenpeace, apoiado por diversas outras entidades, também faz campanha e vai instalar relógios gigantes em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Manaus que farão a contagem regressiva para a reunião de Copenhague. Além disso, recolhe um abaixo- assinado direcionado ao presidente Lula pedindo para o Brasil:

 Zerar o desmatamento da Amazônia até 2015 e apoiar a criação de fundo financeiro internacional para apoiar este objetivo (mecanismo Florestas pelo Clima);
 Garantir que pelo menos 25% da eletricidade sejam gerados a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas até 2020 e apoiar a transferência de tecnologia entre os países;
 Transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020;

A ONG também considera importante o papel do Brasil nas negociações para a COP15 e aponta o país como o quarto maior emissor de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global. "Além disso, o país figura entre as dez maiores economias do mundo, possui recursos naturais como a floresta amazônica e um grande potencial de geração de energias renováveis”, justifica a entidade em seu site.

Lamentamos apenas que o Greenpeace tenha escolhido um “barulhaço” como formato para uma manifestação no dia 29 de agosto. Fazer barulho não faz parte do ideário da sustentabilidade.

Greenpeace: http://www.greenpeace.org/brasil/

A Comunidade da Inovação é um canal colaborativo para participar da articulação que se forma para a COP 15. Buscamos empresas que possam dar apoio para o seguinte programa resumido:

 Veicular informações confiáveis sobre a preparação da conferência;
 Promover a articulação de empresas e da sociedade civil para o engajamento na ampla articulação que se forma para combater as ameaças climáticas
 Criar ambientes que favoreçam a geração de idéias e inovações para a sustentabilidade, como os on-line que mantemos.

Comunidade da Inovação: www.comunidadedainovacao.com.br
Twitter: @Comunidadeinova

A foto publicada foi cedida gratuitamente pelo site Freefoto: www.freefoto.com/images/15/26/15_26_2_prev.jpg










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